Solidariedade e PROS movimentam troca de partidos na Câmara. Legendas
recém-criadas podem levar cerca de 60 parlamentares. Rede
Sustentabilidade ainda mantém esperança de ser aprovado pelo TSE esta
semana.
A uma semana do prazo final para se filiar a algum partido, diversos
parlamentares passarão os próximos dias em negociações para a troca de
legenda. Os recém-criados Solidariedade e PROS podem conseguir a adesão
de 60 deputados, que deixarão seus partidos. Os parlamentares têm até a
sexta-feira (4) para se filiar a outra sigla sem infringir a lei de
fidelidade partidária a tempo de concorrer às eleições em 2014.
Criado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SP), conhecido como
Paulinho da Força, o Solidariedade já conta com uma bancada de 22
deputados e, segundo informou o IG, negocia a filiação com outros 15. O
partido pretende apresentar a lista de filiados ao presidente da Câmara,
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na próxima quarta-feira (2). Ainda de
acordo com o iG, o senador Vicentinho Alves, atualmente no PR de
Tocantins, também integrará a nova legenda e deve disputar o governo do
estado.
A maior parte dos deputados que estão migrando para o Solidariedade eram
de partidos da base do governo Dilma Rousseff. No entanto, a legenda
deve apoiar a candidatura do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, à
Presidência. Apesar do posicionamento, no Congresso, o Solidariedade não
deve atuar como oposição.
O PROS, fundado por Eurípedes Júnior, ex-vereador de Planaltina, cidade
do entorno de Brasília, deve conseguir uma bancada com cerca de 20
deputados na Câmara. O partido comporá a base governista na Casa, mas já
anunciou que assuntos religiosos serão tratados de acordo com o
posicionamento dos evangélicos.
Já a Rede Sustentabilidade, comandada pela presidenciável Marina Silva,
terá semana decisiva. Na terça-feira (1º), o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) julgará. Para participar das eleições, o registro do partido deve
ser aprovado até o dia 5 de outubro. Se for aprovado, a sigla terá
apenas três dias para formalizar as filiações.
Na sexta-feira (27), a ex-senadora foi ao TSE e entregou uma lista com
668 mil assinaturas de pessoas que apoiam a criação da legenda com os
nomes em ordem alfabética. A intenção é mostrar para a Corte eleitoral
que o partido já tem o número de assinaturas necessários para obter o
registro e que não há duplicidade nos nomes.
Fonte: Mariana Haubert/Congresso em Foco/RN Política em Dia
Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara