CARLOS CHAGAS
Podem
dar quantas explicações quiserem: incêndio no mato abaixo das torres de
transmissão, raios e tempestades, urubus voando baixo, vingança dos
deuses. Adianta pouco lembrar ser assim no resto do mundo, mas
justificativa não há para o nono apagão verificado no governo Dilma.
Apesar dos 17 bilhões injetados este ano nas concessionárias de energia
elétrica a luz continua sendo cortada nas diversas regiões do país, com
ênfase para o Nordeste.
Os açodados
reclamam contra o congelamento das tarifas e até diante da mágica feita
pouco tempo atrás pela redução nos preços das contas, artifício
apregoado como em favor do consumidor comum, mas, na verdade, manobra
para premiar as empresas privadas. Só que não adiantou nada.
Na verdade, o
sistema elétrico nacional entrou em parafuso desde que Fernando
Henrique Cardoso começou a privatizar usinas e linhas de transmissão e
distribuição de energia. Certas atividades públicas não podem existir
para dar lucro, mas para servir à população, mesmo com prejuízo. Se
faltam recursos, que se tribute mais o lucro dos bancos ou das
empreiteiras. Diante do desgaste político que seria o aumento de
tarifas, mas obrigado a atender as concessionárias privadas, ao governo
resta aceitar os apagões. Não há coragem para reestatizar o sistema.
Via:Magno Martins
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